Arthur de Faria & Seu Conjunto
 
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Discografia

Música pra Bater Pezinho





Biografia
Depois de um década de trabalho como diretor musical, arranjador, pianista e produtor fonográfico de dezenas de artistas e bandas, em 1994 o gaúcho Arthur de Faria decidiu que finalmente enfrentaria seu próprio repertório como compositor, acumulado ao longo desses 10 anos e, até então, praticamente inédito. A trupe foi reunida a partir de um critério de seleção muito particular: estilo. A idéia era juntar pessoas - e não instrumentistas - e gravar um disco com o que saísse disso. A primeira formação tinha Arthur no piano, o fagotista Fábio Mentz e o baterista Guenther Andréas, trio que havia começado a trabalhar junto no espetáculo Um Estranho Senhor: Maslíah, que, com direção de Luciano Alabarse, em 92 apresentara aos gaúchos a obra do genial compositor uruguaio Leo Maslíah. A partir do trio, foram agregando velhos e novos amigos. O irredutível primeiro-trombone da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre Julio Rizzo, o saxo-jazzista Sérgio Karam e o percussionista Giovanni Berti. Os três, como Arthur, ex-integrantes do Bando Barato pra Cachorro - grupo que, entre 90 e 91, fez muito sucesso local tocando música brasileira dos anos 30 no premiadíssimo espetáculo Café Nice. Logo em seguida, chegam o roqueiro guitarrista Marcão Acosta e o lendário contrabaixista Clóvis Boca Freire. O ano era 95 e a formação instrumental assim aleatoriamente gerada remetia diretamente aos grupos que pipocavam na Porto Alegre das décadas de 10 e 20, os chamados jazz: sax alto, trombone, fagote, bandolim, piano, baixo acústico, bateria e percussão. Fechado o time, ainda sem nome, no final de 95 o grupo grava seu primeiro disco (ao vivo, num imenso teatro vazio, e direto em dois - !!! - canais). O CD se chama Música Pra Gente Grande, e seria lançado, de forma independente, em 96, quando o grupo deixa de ser um trabalho individual de Arthur pra se transformar em Arthur de Faria & Seu Conjunto. Neste mesmo ano se saem muitíssimo bem no festival Porto Alegre em Montevideo, com a participação especial de Leo Maslíah, enfrentando um Teatro Solis - o principal da capital uruguaia - lotado. E voltando para três bis. Em 97, a primeira tour por clubes de jazz na Áustria e República Tcheca. No ano seguinte, o segundo disco: um trabalho para crianças, em parceria com o diretor teatral Roberto Oliveira, sobre o livro Flicts, de Ziraldo. Originalmente uma várias vezes premiada trilha para um espetáculo que bonecos, o trabalho vira o segundo CD do grupo, lançado nacionalmente pela gravadora porto-alegrense Barulhinho em parceria com a distribuidora Tratore. O disco tem participações especiais de vários dos mais importantes artistas gaúchos, do rock ao samba (Vitor Ramil, Nei Lisboa, Nico Nicolaiewsky, Hique Gomez, entre outros). Em 99, muda a formação e entram dois músicos de fortíssima personalidade: Adolfo Almeida Jr., primeiro-fagote da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, muito ligado à música erudita contemporânea. E Ricardo Arenhaldt, um virtuose da bateria e percussões, que transita com a mesma naturalidade entre o funk e o chamamé. O resultado é que a banda passa a transitar em sonoridades mais pesadas e roqueiras, ainda que eventualmente ecoando eventualmente tanto as bandinhas de coreto do interior do Brasil quanto os conjuntos melódicos que pipocavam na Porto Alegre dos anos 50. Em 2000 tocam num Teatro San Martin lotado, numa das edições do projeto Porto Alegre em Buenos Aires, com convidados como o velho parceiro Leo Maslíah, o quarteto de saxes Cuatro Vientos e a compositora e cantora Carmen Baliero. Mais tarde, nesse mesmo ano, junto com os também gaúchos Papas da Língua, Bebeto Alves e Borghettinho, são as atrações de mais um festival internacional: o Brasil 2000, realizado com sucesso em Viena, Áustria, reunindo artistas do Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Nele, começa a se esboçar o repertório que desembocaria no show e no disco Música pra Bater Pezinho. Com ele, são uma das atrações das Noites Brasileiras do Festival Internacional de Buenos Aires, em setembro de 2003, ao lado de nomes como Tom Zé, Elza Soares, Zé Miguel Wisnik, Luís Tatit, Na Ozzetti e Cida Moreira. E do festival Suis Possíveis , que reuniu cinco artistas gaúchos no Sesc Pompéia, em São Paulo, em 2004. Paralelo a isso, a partir do final de 98 a banda começa a trabalhar um repertório de música de câmara escrito por Arthur especialmente para a formação grupo e orquestra de cordas. Concebido como um trabalho de dissolução de fronteiras tanto geográficas - Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai - quanto musicais - música dita erudita e música dita popular -, o concerto resultante passa a ser apresentado com variadas orquestras de câmara locais e acaba sendo registrado no terceiro CD da banda, Meu Conjunto Tem Concerto, com Arthur de Faria & Seu Conjunto & Orquestra Unisinos. Financiado pelo Fumproarte e lançado em 2002 novamente pela Barulhinho / Tratore. No meio disso, a gravadora paulista Núcleo Contemporâneo relança, em 2001, Música pra Gente Grande, com shows em São Paulo no circuito dos centros culturais dos SESCS. Desde então, eles mantêm um repertório de quatro diferentes espetáculos: além de Música pra Bater Pezinho e Meu Conjunto tem Concerto, com Orquestra, outros dois espetáculos: um unicamente instrumental, de feitura mais jazzística, batizado Música pra Ouvir Sentado - estreado em São Paulo, em 2002, a convite do projeto Instrumental SESC Paulista. E Afinidades Eletivas, espetáculo conjunto com a cantora paulista Cida Moreira. Criado para a inauguração do primeiro centro Santander Cultural, que fica em Porto Alegre, o espetáculo mescla músicas de Arthur com Kurt Weill, Nino Rota, Bob Dylan, Tom Jobim, Mutantes e Tom Waits, e, desde então tem sido apresentado em palcos portoalegrenses e paulistas. Pra completar a história, em 2005, a banda lançou, pela gravadora paulista Yb (www.yb.com.br), seu quarto disco: Música pra Bater Pezinho, com participações especiais da já citada Cida Moreira, do cantor, compositor e rabequeiro pernambucano Siba Velloso, do cantor, saxofonista e compositor paulista Maurício Pereira, da dupla de mineiros Fernanda Takai e John Ulhôa (do grupo pop Pato Fú), do poeta curitibano Marcelo Sandmann e dos gaúchos Nico Nicolaiewski, Fernando Pezão, Guenther Andreas, Marcelo Delacroix e Giovanni Berti. O disco têm sido elogiadíssimo pelos principais veículos brasileiros (jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Zero Hora, Revista da MTV, sites variados) e está agora sendo lançado na Argentina pela gravadora local Random Records, que tem em seu catálogo de brasileiros gente como Tom Jobim e Maria Bethânia. Para o lançamento, o grupo toca no festival Jazz y Otras Musicas, ao ar livre, nas terraças da Recoleta, em Buenos Aires. Ao longo desses 10 anos, quatro discos e tantos shows juntos, o grupo foi sedimentando uma sonoridade que é, cada vez mais, única. Uma idéia de unidade na diversidade, sob a ótica da mistura. Mistura de conceitos, de sonoridades. E de ritmos basicamente oriundos do que um jornalista paulista, pasmo, certa vez definiu como os ELP: Estados Livres do Prata (Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul). Tudo visto sempre sob um olhar fundamentalmente porto-alegrense, de uma cidade ao mesmo tempo cosmopolita e provinciana. E aí vale MPB, jazz, música de câmara, pop, funk, metal. Valem tangos e milongas, vale a unza-unza music dos Bálcãs. Se alguma definição possível houvesse para o que faz esse septeto de dementes, seria: música pra prestar atenção, com um sorriso na cara, e eventualmente batendo o pezinho, bem faceiro.
 
 
Por Artista
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